Entrevista com Alexei Bueno

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No início deste ano concedi uma entrevista a Alexei Bueno sobre viagem astral e projeciologia. Agora aproveito para inverter os papeis, entrevistando-o e abrindo esta nova sessão do blog.1

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Alexei Bueno

Alexei Bueno, 35, formado em Sistemas de Informação e especialista em Desenvolvimento de Softwares. É professor de programação na rede Estadual. Organiza, em parceria com Luiz Roberto Mattos (autor do livro “Sana Khan: um mestre no além”, 1994, Ed. Universalista) e o website www.mestresanakhan.com.br e o respectivo canal no Youtube. É moderador do grupo Aventuras Além do Corpo e autor do blog Experiências Fora do Corpo.

FA: Você teve sua primeira experiência fora do corpo (EFC) no início do ano 2000, aos 19 anos de idade. Qual era a sua relação com o assunto, naquela época?

AB: Naquela época eu já havia lido alguns livros espiritualistas, tais como os da Teosofia, livros esotéricos e também espíritas. Conhecia o assunto mas, para mim, a experiência fora do corpo ou viagem astral, termo que eu mais conhecia na época, era algo praticado e vivenciado apenas por pessoas iniciadas em determinadas linhas, mestres espiritais ou mesmo médiuns, nunca algo possível para alguém pacato do interior de São Paulo, como era meu caso, de modo que minha relação para com o tema era realmente de total indiferença, interpretava mais como algo distante e inalcançável para meu atual estágio de “evolução espiritual”.

Certamente que, pelo motivo destas “travas” ideológicas, para mim foi traumático estar inesperadamente vivenciado de forma involuntária uma saída totalmente consciente do corpo, o que fez com que buscasse na época maiores informações sobre o tema em livros e na Internet, que era algo bem precário na época, mas que me apontou dois institutos de pesquisa do tema: o IPPB, de Wagner Borges, e o IIPC, de Waldo Vieira. Posteriormenteippb conheci o trabalho do Saulo Calderon e também de outros pesquisadores, de modo que minha indiferença do início se transformou em grande curiosidade pelo tema e, também, em uma realidade experimentada por mim, já há mais de quinze anos.

FA: Você descreve aquela experiência inicial como tendo sido traumatizante. Poucos meses depois, em sua 4ª EFC, sua disposição já é bem diferente. Você percebeu a experiência se aproximando mas já não teve medo, não ofereceu resistência e procurou observar o que acontecia. A que você atribui esta postura diferente com relação à EFC, em questão de 1 ou 2 meses?

AB: Estudei muito! Realmente esta é minha sugestão a todo jovem que involuntária ou voluntariamente vivencia tais experiências: estudar e pesquisar sempre, mas com uma postura de “mente aberta”, ou seja, eu lia todo livro do assunto que conseguia por as mãos, independente da linha abordada pelo autor, o que me iipcdeu muito mais segurança para as vivências involuntárias posteriores, já que este era um processo que ocorria comigo quer eu queria ou não.

Após algum tempo, as experiências se tornaram cada vez mais complexas e pude, também, perceber que estava sendo auxiliado “do lado de lá”, ou seja, havia consciências com quem eu mantinha contato nas experiências e que me transmitiam segurança e, por que não, orientações. Mesmo que em alguns casos a dificuldade de minha capacidade de rememoração me impedisse de perceber estas presenças que, certamente, sempre estiveram por perto a me auxiliar. Refletia sobre o assunto a cada noite que tinha a experiência e cheguei à conclusão de que não havia o GVAque temer e que esta é uma capacidade ou um fenômeno natural a todo ser humano, inclusive sendo uma realidade vivenciada por pessoas do mundo todo, provavelmente há milênios. Não havia mais lógica em temer a experiência!

FA: Sua última EFC relatada é de número 95 e ocorreu em 2012. Ou seja, uma média de 8 experiências por ano, duas por trimestre. Esta é sua média aproximada? Elas ocorrem em um ritmo constante ou a frequência varia muito?

AB: Na realidade tenho grande preguiça em transcrever meu diário para meu blog, pois os relatos são feitos logo ao acordar e tenho o “trabalho” de reescrever a experiência para ficar melhor a leitura. Também me perdi um pouco em minha autopesquisa, pelo motivo de realizar duas contagens, pois imaginei que poderia organizar dois diários: um de experiência “após ter dormido” e outro de experiências que se iniciavam enquanto eu ainda estaria, digamos, consciente no corpo físico. De qualquer forma, no início eu percebia o chamado “estado vibracional”2  quase que diariamente e, com certeza, semanalmente tinha pelo menos uma experiência involuntária, logo ao deitar para dormir, retomando a lucidez já fora do corpo. Após alguns anos, foram se espaçando mais, se tornando uma vivência por mês (pelo menos as que eu conseguia me recordar), ou mesmo duas vezes por trimestre e, atualmente, a frequência tem variado muito.

Percebo que em épocas nas quais “foco” minha atenção, digamos, na materialidade ou nos problemas comuns da vivência física, praticamente me “apago” neste aspecto extrafísico e o inverso também é verdadeiro: se começo a ler sobre o assunto, assistir documentários, irei ter mais probabilidade de me recordar ou mesmo vivenciar projeções com muito mais frequência.

FA: Em seu blog a maioria das EFCs relatadas ocorreu entre 2000-2003. As demais foram entre 2009-2012. Esta escolha foi ocasional, ou se tratam dos períodos onde as EFCs foram mais frequentes? Ou mais marcantes? Se sim, você tem alguma hipótese dos motivos?

Livro Sana Khan IIAB: Sim, no início de minhas vivências extrafísicas lúcidas, que ocorreram entre os anos de 2000 a 2003, vivenciei experiências realmente das mais marcantes e frequentes nesta época. Por algum tempo eu fazia esta mesma pergunta do motivo de ser desta forma comigo. Cheguei facilmente à conclusão de que minhas projeções iniciais foram em grande parte “patrocinadas” pelos amparadores, motivo pelo qual atingia muito facilmente o estado vibracional e recordava constantemente das saídas, de encontros e atividades extrafísicas. Penso que esta é a melhor hipótese.


FA: Pode-se deduzir que você teve pelo menos uma centena de EFCs, certo? Poderia nos falar um pouco sobre a participação da sua vontade na produção da experiência? Quantas delas foram involuntárias, ou seja, sem a sua intenção consciente de provocá-las? Quantas foram provocadas pelo predomínio da sua vontade deliberada? Quantas acontecem numa espécie de meio-termo, onde você percebe que a experiência se aproxima e, graças a isso, também colabora para que ela aconteça?

AB: Tenho registrado em diário atualmente 133 projeções conscientes, sendo que a esmagadora maioria delas foi obtida de maneira totalmente involuntária, porém algumas dezenas delas obtiveram minha participação no sentido de obtê-las após ler sobre experiências fora do corpo ou alguma temática espiritualista antes de deitar, sendo que, para estas, imagino que foram induzidas por, digamos, “saturação mental” 3. Aproximadamente outra dezena delas realizei com a participação de minha vontade, utilizando uma técnica de relaxamento que aprendi em uma leitura esotérica. Estas projeções voluntárias eram realizadas durante o dia, aos sábados, principalmente para confirmar se o fenômeno era real. E realmente era! Obtive sucesso na maioria das vezes que realizava o relaxamento, atingindo primeiramente o estado vibracional e, depois, um desprendimento espiritual consciente Mas, como atualmente tenho muitas atividades, não realizei mais este “laboratório pessoal”.

Quando me acostumei com as experiências, obtive algumas em que percebia o estado vibracional e colaborava para a etapa seguinte, na qual ocorria a projeção em si, mas teria que rever o diário para expressar o número exato. Porém, algo que devo revelar é que, no início, pelo motivo do medo, algo como umas oito ótimas oportunidades foram interrompidas pelo fato de me apavorar ao sentir o estado vibracional, sendo que, por algum tempo, me empenhava justamente em impedir tais experiências.

FA: Com respeito às suas experiências voluntárias, o que “funciona mais” no seu caso? O que você faz (ou não faz) para que elas aconteçam? Se conseguir estimar um “grau de sucesso” na provocação das EFCs, quanto você estimaria?

AB: Irei transcrever abaixo, de meu diário projetivo, uma experiência voluntária em que utilizei da técnica com a qual obtive maior sucesso, estimando para esta técnica e nesta época uma probabilidade de sucesso de digamos de 90% das vezes em que tentei. Trata-se de uma técnica de relaxamento voluntário, juntamente com concentração e força de vontade:

desdobramento“Esta experiência foi voluntária, ou seja, produzida minha própria vontade de fazer uma viagem astral, estou atualmente com maior conhecimento do assunto e segurança também.

 

Hoje é 04/05/2000, estava lendo uma técnica de projeção astral em meu quarto, técnica esta que faz parte de um curso de Esoterismo.  Trata-se de um relaxamento no qual executamos uma ‘ordem’ ou ‘comando mental’ para cada parte do corpo relaxar… 

Eram 4h30 da tarde e deitei de barriga para cima, com os braços separados do corpo e imaginei todas as partes do meu corpo (começando nos meus pés e indo até a cabeça) realizando uma ordem mental para que cada parte relaxasse (músculos, nervos, ossos etc…). 

Depois de fazer todo este processo, respirei algumas vezes profundamente, na inspiração imaginava que estava absorvendo o Prâna, energia vital e na expiração imaginava que estava expelindo todas as energias densas, digamos “ruins”, que ficam armazenada em meus corpos energéticos. 

Depois de algum tempo percebi que estava totalmente relaxado, consciente e sentia apenas o pulsar de meu coração. Meu grau de atenção era tal que percebia até mesmo o sangue percorrendo pelo meu corpo e então de olhos fechados fiquei concentrado com o intuito de sair de meu corpo. Não demorou muito para perceber que as vezes parecia que de forma rápida eu perdia a consciência e retornava novamente – como um cochilo [hoje sei que atingi o estado “hipnagógico”] e então aconteceu de novo e eu mentalizei “desejo sair do meu corpo… não posso dormir…”. Agora estava observando algumas “formas” coloridas correrem em minha mente, talvez eu tenha acessado meu subconsciente. 

Após alguns momentos sem que eu esperasse, estando eu em profundo estado de relaxamento e totalmente consciente, senti meu corpo formigar e era algo como uma espécie de “pinicamento” que percorria pelo meu corpo todo, da cabeça aos pés. Estava consciente e então agora imaginava que tinha dado inicio a experiência com sensações energéticas e concluí que a técnica realmente funciona. 

Curiosamente e de forma muito interessante conseguia perceber o teto do meu quarto, mesmo estando fisicamente de olhos fechados e neste momento comecei a escutar um som extrafísico como o roncar de um motor elétrico (não era muito alto, na verdade nem incomodava). Mantive a calma comecei a me sentir leve, mas logo percebi que não conseguia mais mexer nenhuma parte de meu corpo físico! Estava como que tetraplégico. 

Vi nitidamente a porta de meu quarto fechada e logo percebi que não tenho miopia no psicossoma – o que na realidade sempre pensei que não teria mesmo. Via como se eu estivesse acordado, então comecei a me endireitar porque eu estava com as pernas para cima e flutuando quase que de ponta cabeça, acima de meu corpo físico, sensação esta muito esquisita. Mas eu me movia quase que de câmara lenta, parece que não tinha muita liberdade de movimento e estava com certa dificuldade. Neste momento desejei voltar ao corpo e dar esta experiência por terminada. Então me lembrei de uma técnica para voltar ao corpo que e me concentrei em meu dedo indicador da mão direita querendo mexer ele e retornei pouco a pouco ao corpo físico. Após voltar tudo ao normal, sentei na cama e sentia ainda um pouco do formigamento energético que também logo cessou.”

FA: Com respeito ao impacto emocional das experiênicas, quantas foram sentidas, no momento, como agradáveis? E desagradáveis? Poderia falar sobre experiências que foram desagradáveis no momento mas, posteriormente, lhe permitiram algum aprendizado? Chegou a ter experiências que você preferiria não ter tido?

AB: Felizmente, em mais de, digamos, 95% das minhas experiências, ou seja, na esmagadora maioria, foram todas agradáveis, sendo que das desagradáveis lembro-me de apenas uma. Esta foi realmente desagradável e realmente não desejava ter obtido. Provavelmente por este motivo não a registrei em meu diário, porém nem foi necessário, pois será inesquecível (risos).

o pesadelo henry fuseli

O Pesadelo, ou Incubus (Heinrich Füssli, 1781)

Na época estava morando com uma ex-namorada e no namoro não ia bem. Naturalmente que eu também não estava sendo bem assistido, espiritualmente falando, e nosso relacionamento não ia bem, sendo que as brigas eram constantes. Aprendi que estes são os elementos necessários para um projetor (pessoa que realiza as viagens atrais) obter uma projeção consciente desagradável (risos), ou seja, aprendi que se você não está bem em sua vivência digamos física, você não estará também sob o ponto de vista extrafísico ou espiritual! A vida na realidade é uma só, mas fora do corpo vemos e sentimos a realidade sem subterfúgios e de maneira muito mais intensa, principalmente sob o ponto de vista do sutil ou energético.

Naquela noite deitamos para dormir e eu, ao sair do corpo, fui imediatamente capturado por densas e ruins energias, sendo que fiquei algo como preso em uma espécie de esfera ou egrégora de energias ruins. Provavelmente algo ou alguma consciência estava também sugando minhas energias e esta foi a pior sensação que pude vivenciar, pois podia até mesmo ouvir extrafisicamente o pensamento desta consciência que classifico como

obsessora. Reagi imediatamente, buscando acordar de qualquer forma e de maneira desesperada, mas o metabolismo do corpo físico leva algum tempo para acordar e um segundo passa como se fosse horas, mas acordei de madrugada, provavelmente poucas horas após deitar. Saí correndo do quarto, onde estava com minha ex-namorada, indo para a sala pedir mentalmente por ajuda. Passei aquela madrugada em claro, pois aprendi na época que o lugar mais seguro para aquela situação era dentro do meu corpo físico. Aprendi que devemos cuidar da vivência física, pois a extrafísica será sempre um reflexo desta, porém percebido de maneira muito mais intensa.

FA: Fazendo uma análise comparativa das EFCs ao longo do tempo, você notou algum padrão recorrente, ou modificação no padrão? (Por exemplo, duração, distância do corpo, controle da experiência, impacto pessoal, positividade ou negatividade etc). E alguma diferença entre as EFCs voluntárias e involuntárias?

AB: O padrão que mais notei foi à questão do “estado vibracional”, pois em quase todas minhas experiências lúcidas percebia uma circulação energética acompanhada por um forte som, tal como um motor funcionando ou forte chiado. Isto me incomodava muito no início. Porém, após as trinta primeiras experiências, você acaba se acostumando (risos). O impacto pessoal, em meu caso, está relacionado com a confirmação da própria experiência e de minha, digamos, “imortalidade”, pois sempre ao retornar de uma vivência destas, fico muito feliz em verificar que, após a morte de meu corpo físico, estarei como na experiência, fora do corpo e muito bem vivo. Isto é sempre muito bom de ser verificado! Não há negatividade, exceto aquela criada por você mesmo e, neste caso, não devemos culpar a experiência, que apenas mostra aquilo que você é.

Comigo, a principal diferença com relação às experiências voluntárias e involuntárias foi o fato de que, nas involuntárias, obtive algumas experiências das quais não percebia aquele estágio inicial das vibrações e sons intracranianos, pois já retomava a lucidez estando longe do corpo físico e talvez em outro plano existencial. Já nas experiências voluntárias, certamente vivenciava muito intensamente minhas energias e me deparava fora do corpo com o plano físico, via meu quarto e coisas assim.

FA: Alguma EFC provocou, individualmente, uma influência muito grande em sua vida, algo como um “antes e depois”? E o conjunto delas, de que maneira influenciaram e/ou influenciam em sua vida?

the immortal light

The Immortal Light (J. K. Bedrick, 1984)

AB: Sim, obtive umas 5 experiências que foram “divisoras de água” em minha vida! Na somatória, penso que a certeza da vida após a morte e a verificação pessoal de minha imortalidade são os principais aspectos que me mudaram positivamente e definitivamente minha forma de ser, pois uma coisa é você ler em livros dizendo que você é um espírito, que você é imortal e que após desencarnar irá para o plano espiritual continuar sua existência, mas outra coisa é você verificar pessoalmente e “na pele” que isto realmente é verdade e não apenas uma filosofia ou parte de algumas religiões espiritualistas. A verificação pessoal dos fatos torna sua crença em certeza verificável e isto é algo que ninguém poderá tirar de mim.

As projeções que considero mais avançadas que pude vivenciar são as que envolvem contato com consciências mais avançadas, chamadas de guias espirituais, amparadores, mestres espirituais etc. conforme a linha de estudo é um nome, mas encontrar tais consciências é, para mim, um dos objetivos das experiências fora do corpo. Mas, pelo menos para mim, não é regra nas experiências por mim registradas.

Outro tipo de vivência que muito me impressionou foi uma possível “expansão da consciência” que obtive na qual, fora do corpo, observei o teto de meu quarto se transformar no Universo, com milhares de estrelas e galáxias. Pude então entrar neste ambiente e experimentar um estado de consciência mais lúcido do que a própria vigília física! Este estado de “super-lucidez”, ao meu ver, também é algo que vale a pena investir, no que toca o assunto das experiências fora do corpo.

Outras experiências que muito me influenciaram foram relacionadas à prestação de assistência extrafísica. Com estas, aprendi que as experiências fora do corpo são muito mais sérias do que apenas “turismo extrafísico” que muitos buscam, pois esta possibilidade da saída consciente do corpo nos proporciona oportunidade de também ajudarmos as pessoas em um nível sutil e espiritual, atividade esta em que certamente obtemos também maior contato com os referidos amparadores.

FA: E inversamente, de que maneira a sua vida influencia em suas EFCs? Por exemplo, você avalia que algo em seu temperamento, constituição física, modo de vida, crenças e valores, origens ou motivações lhe ajuda a ter uma frequência de EFCs relativamente alta?

Sonho de vôoAB: Do que me lembro, desde criança, sempre tive curiosidade em saber como era a vida após a morte. Com doze anos de idade lia livros sobre paranormalidade e poder da mente. Aos dezesseis, lia livros espiritualistas com afinco. Penso que esta curiosidade não se originou em minha atual existência e a isso acredito ser o fator que me influenciou e influencia em minhas projeções. Quanto à questão de temperamento, constituição física ou modo de vida penso que, em meu caso, não seja nada diferente da média das pessoas, que se resume em acertos e erros. Quanto a crenças, sempre tive dentro de mim que existe algo amais ou além deste plano físico, mas penso que a crença não seja pré-requisito necessário para obtermos as projeções conscientes, assim como não é necessário ler determinado livro ou participar de determinada linha de pensamento.

A verdade é que nunca desejei obter experiências fora do corpo, pois era muito medroso e talvez ainda seja um pouco. Porém, felizmente, a experiência e o conhecimento me equilibram neste aspecto. Fora as questões expostas acima, certamente não possuo nada de especial ou de diferente, e penso que não seja necessário nada além do que estar aberto a novas realidades para poder vivenciá-las.

FA: Alguns autores sugerem que pensemos nas experiências extraordinárias, psi e outras, como a procura do nosso self para atender ou solucionar determinadas necessidades. Olhando para suas EFCs, você acredita que esta tese pode ser aplicada? Ou seja, de que maneira as EFCs podem ter sido “úteis” ou “necessárias” em sua vida?

AB: Existe um ditado que diz “Tome cuidado com o que você deseja. Você pode acabar por conseguir”. Eu não desejava, pelo menos em minhas projeções involuntárias e iniciais, obter experiências extracorpóreas, mas certamente sempre fui curioso sobre as temáticas espiritualistas e digamos “extrafísicas”.

Talvez estas experiências me foram úteis no sentido de permitirem que eu tenha um contato com a espiritualidade que de outra maneira nunca obteria, pois até aquele momento minha única fonte de conhecimento era os livros e a partir de então passou a ser minhas vivências direta com planos sutis. Neste sentido as EFC me foram úteis para complementar um estudo espiritualista, pois o estudo sem a prática me tornaria apenas um “intelectual” no tema. Seria como se eu fosse um estudante de natação sem nunca ter entrado em uma piscina.

FA: Num exercício de abstração, como seria a sua vida sem as viagens astrais?

AB: Certamente eu seria uma pessoa com aquele característico medo psicológico da morte. Vejo que as pessoas que não vivenciaram EFC expressam um medo irracional da morte, desejando até mesmo de maneira afobada viver tudo o que existe para ser vivido pelo fato de que a morte para elas representa o fim da existência como elas conhecem, pois elas realmente não conhecem de maneira tão direta como em uma viagem astral outra existência que não seja esta física.

Talvez eu poderia ser uma pessoa mais cética quanto aos assunto que apenas conheceria por meio dos livros, ou seja, sempre ficaria talvez com “um pé atrás”, não tendo como confirmar este conhecimento. Talvez eu seria no máximo um “projetor teórico”, iria conhecer apenas um lado da moeda, apenas sob o aspecto intelectual. Seria uma pena se assim fosse.

FA: Comparando sua experiência pessoal com a literatura e as discussões sobre o assunto da EFC, com quais ideias você tende a concordar mais? E discordar?

AB: Vejo algumas naturais discrepâncias, que penso ser natural da influência de opiniões, crenças, conceitos e pré-conceitos das pessoas que estão nesta área e que, conscientemente ou não, injetam na literatura, cultura ou filosofia existente suas próprias ideias como sendo verdades absolutas.

anjo cansadoEu por exemplo nunca vi um “cascão astral” 4 como tanto é citado em algumas literaturas teosóficas. Nos relatos de amigos meus, também não lembro de ter lido alguém comentar algo neste sentido. Penso que cascão astral seja uma explicação preconceituosa na época para criticarem a mediunidade, ou seja, o contato das pessoas desencarnadas conosco.

Também não concordo com algumas linhas que dizem que apenas médiuns podem realizar, com segurança, as experiências fora do corpo, ou que elas sejam unicamente um fenômeno mediúnico, pois penso que não dependemos de nenhum espírito para realizá-las. Esta é também uma capacidade natural do ser humano e, até mesmo, de alguns animais. Não necessitamos ler determinado livro ou participar de determinada linha para sermos bons ou melhores que outros, nestas vivências.

Tenho afinidade com as ideias espiritualistas. Conceitos como reencarnação, planos extrafísicos ou espirituais, corpos sutis são para mim uma realidade. Por exemplo, já senti e vi meu corpo espiritual, já toquei uma parede e atravessei, já voei muito fora do corpo, etc. Estas ideias comumente encontradas nas literaturas sobre EFC são, para mim, algo verificado e consequentemente, estarei de acordo.

FA: Gostaria de dizer algo mais para os interessados no assunto?

AB: As experiências fora do corpo realmente mudaram minha vida para melhor! Confirmar na prática que você não é o corpo físico, que há outros planos fora da matéria física, outros mundos espirituais no aqui e agora e, por que não, toda uma “família espiritual” é algo muito bom e nos dá muito que pensar. Mas digo que precisamos estudar, ponderar, não em apenas uma linha filosófica, religiosa ou de pesquisa, mas sim buscando o que há de melhor em diversos autores e utilizando do crivo da razão para poder aproveitar aquilo que há de bom para você, recusando o restante, pois todos somos falhos e não há uma linha de ideias perfeita ou pessoa que seja o “pai das EFCs”, mas há diversas pessoas buscando compreender tudo isto, com seus defeitos e qualidades. Temos que ser nós mesmos e agregarmos também o que há de bom em nossa busca.

Hoje temos grande abertura e facilidade de acesso ao assunto, como nunca houve, talvez pela ajuda da disseminação da informação com a internet. Penso que, atualmente, há menos preconceito sobre este assunto, que certamente será melhor ainda retratado no futuro como, por exemplo, cinema e na cultura em geral. Mas devemos ser cuidadosos também para não transformar tudo isto em uma espécie de “nova religião” ou mesmo friamente apenas como uma “nova ciência”, mas sim tratar do assunto como uma capacidade natural do ser humano que poderá potencializar seu entendimento deste complexo Universo em que estamos todos inseridos.

Talvez devamos buscar o equilíbrio entre religião, ciência e filosofia, ponderando tudo e utilizar das experiências fora do corpo como um trampolim para buscarmos o entendimento de nossas questões mais primordiais.

viagem astral colorido


Última atualização: 20 out 2016

Notas

  1. Entrevista concedida por e-mail, em julho de 2016.
  2. Sensação de vibração intensa ao longo de todo o corpo, sem correspondência física, que muitas vezes é sentida antes ou durante as experiências fora do corpo. Ver, p. ex. https://estadovibracional.com/2014/02/23/o-que-e-o-estado-vibracional para mais informações.
  3. Ver p. ex: http://www.sobrenatural.org/materia/detalhar/4112?page=4 para mais informações.
  4. Ver, p. ex. http://www.cursosdemagia.com.br/sobre_cascoes.htm para mais informações.
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9 comentários

  • Apesar da candidez da narrativa, o entrevistado dá pormenores curiosos de suas experiências fora do corpo, às quais parece considerar reais acima de qualquer dúvida.
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    Há várias maneiras de interpretar essas sensações desatreladas do campo místico. As causas fomentadoras de “saídas do corpo” são variadas e o que serve para explicar um evento nem sempre se aplica a outro. O que há de comum é a excitação de que a consciência apartou-se do corpo. Dentre outras possibilidades explicativas, temos: forma de auto-hipnose, resultante de peculiaridades psíquicas do dito viajante astral, ou consequências de distúrbio do sono, efeitos do uso de certos medicamentos, alucinações oriundas de febres, intoxicações, etc.
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    Quem vivencia saídas do corpo provavelmente passa por impressões marcantes, e tende garantir que se tratam de ocorrências ligadas à espiritualidade.
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    Como se esclareceria a dúvida: se se trata de manifestação psíquica cujas causas variam, ou se trata de autêntico passeio do espírito apartado do corpo?
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    Em situações dessa natureza, que acarretam interpretações diversas e conflitantes, o melhor caminho elucidativo é buscar meio prático de conferir se as alegações místicas são fundamentadas.
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    Os que acham que as saídas do corpo respondem a dúvidas sobre a espiritualidade tendem deixar de lado o exame objetivo da questão.
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    Vou considerar o depoimento do Alexei Bueno para exemplificação. Em momento algum na entrevista apareceu a pergunta crucial, que todo “viajante astral” deveria fazer para si mesmo e esforçar-se por respondê-la, que assim se expressa: “e se minha viagem fora do corpo for uma viagem dentro do corpo?”
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    O desenvolvimento dessa inquirição levaria quem se imagina capaz de projetar a consciência a conferir se não está tomando experiência psíquica por aventura espiritual.
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    Nada disso viu-se no testemunho do Alexis nem se vê no de outros supostos viajantes astrais, tampouco relatam ter realizado experimentos práticos, visando aferir se a consciência de fato desacoplou do corpo e vaga liberta pelas esquinas da vida.

    • Flávio Amaral

      Também sou da opinião – grosso modo – que uma experiência é subjetiva, portanto não é um dado suficiente para se bater o martelo sobre algo objetivo. Mas não sei se todo o viajante astral “deveria” se fazer a pergunta sobre a viagem estar sendo dentro ou fora do corpo. Da mesma forma que não acho que toda pessoa “deveria” se perguntar se ela é uma pessoa, ou se “ela” é só uma ilusão criada por movimentos de elétrons.
      Em um auto-relato que publiquei em 2013, escrevo – tradução do inglês – “Experimentei algo que desestruturou minha antiga maneira de ver o mundo. Eu estava diante de um novo ‘fato’ sobre o qual acreditei aplicar o devido julgamento crítico, mesmo que eu não possa negar que preferia esta nova visão de mundo ao invés da noção da vida como um inteiro produto da biologia e da cultura. Mas e se eu apenas estivesse ficando louco? Bem, se este fosse o caso, eu certamente desejava mais daquela loucura.” https://issuu.com/exceptionalpsychology/docs/jeep__2013__winter_/40

      Em outras palavras, sou maravilhado por estas experiências místicas mas, por outro lado, reconheço que estou longe de encontrar ou produzir evidências definitivas sore o seu estatuto de realidade objetiva. O que, para mim, não é qualquer problema. Acho que o “bem e o mal” é algo que independe muito do que a ciência diz a respeito, ou mesmo das crenças metafísicas de cada pessoa ou grupo (incluíndo o materialismo como uma crença metafísica). Vejo pessoas usando “Deus” para fazer o bem, outras para fazer o mal. Vejo pessoas usando “a Ciência” no mesmo sentido. No final das contas, para mim o que vale são os atos, a favor ou contra o próximo, a Humanidade, a Vida. Se eles forem motivados por “ilusões místicas” ou “cálculos matemáticos”, que assim seja.

      • Flávio,
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        Seu belo comentário ultrapassou o escopo de minha ponderação. Opinei que, havendo meios concretos de conferir se é real a projeção da consciência esses meios devem ser implementados, a fim de se obter o esclarecimento almejado.
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        Há grande diferença entre indagar se somos “alguém” ou ilusão emanada de encadeamento de átomos e questionar se a consciência é desacoplável do corpo. A primeira inquirição tem implicações e derivações amplas, porém, verificar se quem diz estar fora do corpo está mesmo não só é realizável como constitui tarefa relativamente simples.
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        Afiançar a realidade de experiência particular sem verificações experimentais significa advogar em favor de crença. Havendo simpatizantes para o que se divulga formar-se-á grupo mais ou menos coeso em torno da ideia, sem que constitua conhecimento seguro.
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        No âmbito da espiritualidade há postulações verificáveis e as que não podem ser aferidas, a não ser indiretamente. Por exemplo, a pergunta “espíritos existem?” não pode ser seguramente respondida, pois inexistem meios efetivos de se acessar a espiritualidade. Mas se a dúvida for “espíritos comunicam?” a coisa muda, pois essa é conferível. E se espíritos comunicam, obviamente, existem. A não ser que outra coisa comunicasse fazendo-se passar por espíritos, conforme propõem grupos religiosos, que afirmam tratar-se de demônios enganadores.
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        Semelhantemente se se ouve quem diga: “passei por uma EQM, fui ao céu, encontrei meus parentes, conversei com eles e cá estou para dar meu depoimento”, trata-se de discurso sem meio de ser corroborado, por mais bonitinha que seja a história do ressuscitado. E, considerando que há explicações neuropsicológicas satisfatórias para esses sonhos místicos e levando-se em conta que quem pensa ter viajado ao além traz de lá apenas informações banais, temos motivos suficientes para concluir que toma-se ilusão por realidade.
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        Desse modo, quem acredita viajar pelo astral deve examinar seriamente se está mesmo fora de si, ou tendo agradável experiência psicológica. Não o fazendo estará vendendo peixe sem saber se tem a mercadoria para entregar, se é que me entende…
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        Importante é não confundir pseudo-demonstração com demonstração concreta. Exemplo de falsa demonstração seria apresentar carta psicografada como prova da interação entre mortos e vivos, e, demonstração concreta é obter evidência segura da presença de espíritos na natureza.
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        Cordiais saudações.

        • Flávio Amaral

          O problema de conferir se alguém está mesmo fora do corpo não é nada simples de se responder. O próximo artigo que pretendo publicar trata de passagem sobre isso. Para o “pesadelo” dos pesquisadores, não há até hoje desenho de experimento que exclua satisfatoriamente as “hipóteses psi”, que são mais simples do que a hipótese da projeção espiritual. Talvez o modelo de experimento que chegou mais próximo disso foi o desenvolvido por Karlis Osis e Donna McCormick na década de 80 junto à ASPR (há um documentário ilustrativo em https://www.youtube.com/watch?v=GbkQ2HxYsOM&feature=youtu.be). Por outro lado, também não há desenho de experimento que consiga postular “não há saída do corpo”. O máximo que se pode dizer é que “não há evidências de uma saída” (para fazer uma analogia, não podemos dizer, cientificamente, que “não há unicórnios”, apenas dizer que “não há evidências de unicórnios”). Pois um enunciado universal negativo não pode ser refutado e, assim, no sentido Popperiano, não se presta à pesquisa. Tudo isso para dizer que estamos, acredito eu, bem longe de uma resposta sobre se o indivíduo sai ou não do corpo.
          Enquanto isso, é verdade, vários vendem um peixe que não podem entregar. E isto não necessariamente irá mudar a partir da resposta científica mais definitiva sobre o assunto. Pois muitas pessoas buscam a experiência, independente de ela ser uma saída do corpo ou uma ilusão perceptiva. E com alguma pequena frequência, se consegue provocá-la voluntariamente. Como consequência, muitas pessoas se ligam a professores e mestres na busca de obter a vivência. E muitos professores vendem técnicas que, não necessariamente, funcionam. Portanto, no final das contas, acho que este problema de se vender gato por lebre é generalizado e foge um pouco do nosso controle, acometendo espiritualistas e não-espiritualistas. Como humanos, sempre queremos mais e sempre corremos o risco de nos ligarmos a quem promete mais.
          Obrigado sempre pela rica oportunidade de debate. Sigamos…

  • Flávio,
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    Apoio boa parte de seu arrazoado e, levando-o em conta, por ora, ficamos assim: duvido, MUITO, que mentes tenham capacidade de se lançarem fora do construto corpóreo; outros pensam o contrário e acreditam fortemente que tal seja realizável. Em termos de opinião (não verificada), a razão pode pender tanto para um lado quanto para o outro.
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    E como se elucidaria o impasse? Penso que o caminho seja submeter a alegação a verificação condizente. Você entende que seja complicado tal procedimento. Discordo que haja essa dificuldade, e, acrescento: para a empreitada desnecessário aparato técnico sofisticado.
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    O próprio Alexis afirma ter realizado experiências particulares, visando confirmar estar projetado (e acredita ter constatado que sim). Infelizmente, a experimentação que realizou é pouco elucidativa, mas serve para apoiar o que defendo: é simples conferir experimentalmente se há uma consciência agindo apartada do organismo que a sustenta.
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    Waldo Vieira afiançava que durante a projeção a percepção é expandida, quer dizer, o projetado teria seus sentidos (se é que podemos falar assim) aguçados, ao menos alguns, como a visão e audição.
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    Isso é confirmado pelo Alexis que, numa de suas saídas do corpo, percebeu que enxergava nitidamente, apesar de sofrer de miopia.
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    Some-se o fato de que se afirma haver controle das projeções, tanto no sentido de programar-se o procedimento (exemplo: o projetador resolve que hoje se dedicará ao exercício), quanto em dirigir-se a endereços definidos. Em outras palavras: a consciência nessa condição não vaga ao léu, sem destino, sem saber aonde irá; ao contrário, pode definir o local em que tenciona ir.
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    Se acrescentarmos depoimentos de estrelas da mente projetada, quais Ingo Swann, Sean Harribance, ficaremos pasmados com o que se noticia uma consciência desligada da carne seja capaz. De Swann conta-se que viajara pelo sistema solar e observara anéis no planeta Júpiter, que não eram vistos pelos telescópios. Isso antes de sondas espaciais terem fotografado o astro e corroborado o relato de Swann.
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    Então, se a consciência projetada tem elevada acuidade visual e também auditiva bastaria implementar-se testes audiovisuais simplificados, caseiros mesmo, que levassem em conta essas peculiaridades e dessem mostras robustas da projeção.
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    Essa é a base da ciência: propor hipóteses e testá-las.
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    Tenho a impressão de que o difícil não seja elaborar protocolo de trabalho, objetivando perquirir a projeção, mas encontrar quem disposto a submeter suas convicções místicas a aferição técnica.
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    Exemplo de prova simplificada e elucidativa. O viajante astral fica num aposento acompanhado de um ou mais experimentadores. Previamente, outro experimentador, que no decorrer do experimento não terá contato com o testado, deixará noutro aposento três objetos facilmente visualizáveis. O projetado deverá ir até o local e informar o que viu. Realizando-se verificações desse tipo, em quantidade suficiente para prover conclusão segura, ter-se-ia a resposta buscada.
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    Pergunte ao Alexis, ou a qualquer outro, se implementou testes em moldes semelhantes ao sugerido: pouco provável que sequer tenha pensado nisso…
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    Por isso e portanto, e até verificação que demonstre o contrário, opino que viagens fora do corpo, em verdade, são experiências psíquicas, ou seja, dentro do corpo. E leve em conta que sequer faço referência às variadas fantasias que viajantes do astral reportam. Seja como for, a porta aberta está para que os que afirmam sair de seus corpos, e a ele voltarem sem problemas, tragam evidências firmes de que realmente são capazes do que alegam.
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    Cordiais saudações.

    • Flávio Amaral

      Certo. Estou escrevendo sobre alguns estudos feitos com “projetores” por Charles Tart, Karlis Osis entre outros, com resultados positivos em termos de detecção do objeto-alvo. Acho que vai render uma boa discussão. O problema permanece que, em termos objetivos, o que se constata é a percepção extrassensorial, mas não a saída do espírito.

    • Já li relatos de amigos projetores que lograram sucesso na comprovação de suas EFC de forma semelhante ao procedimento ilustrado pelo amigo.
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      Para mim as EFC sempre foram uma realidade e a comprovação pessoal mais interessante que obtive foi realizada no próprio plano extrafísico através de uma projeção em conjunto com minha mãe. Após retornamos ao corpo físico ao amanhecer ambos nos lembramos dos detalhes de fatos que vivenciamos enquanto fora do corpo.
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      Para nós (iniciantes) há diversos fatores que nos atrapalham em realizar uma experiência de comprovação altamente direcionada e controlada. Pessoalmente a própria empolgação (excitação) de estar lúcido fora do corpo a mim torna-se um empecilho na maioria das vezes.
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      Atualmente busco aproveitar de minhas experiências (que são na sua grande parte involuntárias) para aprender, me aperfeiçoar e quando possível auxiliar as pessoas. De modo que a questão da comprovação torna-se algo secundário, porém é claro que desejo (e sempre desejarei) que outros mais experientes consigam comprovar a veracidade da realidade multidimensional do ser humano utilizando de metodologias especificamente desenvolvidas para tal de forma a formalizar esta dúvida de forma cada vez mais definitivo.

      • Corrigindo: utilizando metodologias especificamente desenvolvida para a comprovação definitiva desta experiência que transcende a materialidade 🙂

      • Flávio Amaral

        Também acho que buscar a projeção é buscar uma experiência que se justifica por seus próprios méritos, independente de saber se uma “bolinha” chamada espírito/alma/ser/eu sai do corpo. Até por que, convenhamos, também não temos como provar que estamos dentro do corpo,né. Hehehe

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