Formas de percepção extrassensorial

formas das percepcoes extrassensoriais
Este artigo é a parte 2 de 2 na série Fenômeno e Experiência

No post anterior apresentei uma introdução sobre a importância dos conceitos de fenômeno e experiência para a Parapsicologia. Na última parte do artigo, exemplifiquei como analisar casos parapsicológico do ponto de vista do fenômeno psi relacionado. Agora tratarei das formas como as pessoas podem vivenciar as ocorrências psi, especificamente as percepções extrassensoriais.

Considero, novamente, Louisa E. Rhine como um bom ponto de partida para identificar as formas mais básicas dessas percepções. Tomemos o exemplo fictício de Maria, no post anterior.

“Maria estava tomando seu café, tranquilamente, quando lhe veio a imagem de uma casa da vizinhança em chamas. Correu até o local e não viu nada de anormal, a princípio. Porém, ao olhar pelas janelas, viu que uma chaleira havia sido esquecida no fogo. Conseguiu telefonar para a vizinha a tempo de evitar um acidente.”

Há alguma forma de comunicação, para nós desconhecida, que fez com que Maria tivesse acesso à informação de que a casa da vizinha estava em risco de incêndio. É o fenômeno que chamamos de clarividência. Mas este fenômeno poderia ter sido vivenciado, por Maria, de varias formas. Por exemplo:

  • Ao invés de ver a imagem da casa em chamas, Maria poderia ter recebido a informação precisa de que uma chaleira havia sido deixada sobre o fogão aceso. Foi uma informação “realista” sobre o que estava acontecendo.
  • Ou alternativamente, Maria poderia ter sentido uma sensação ruim a respeito de sua vizinha e, preocupada, tratou de procurá-la, inicialmente por telefone. Não conseguindo encontrá-la, foi até sua casa, onde constatou o perigo em curso. Diríamos que ela acessou a informação de maneira “intuitiva”.
  • Ou ainda, Maria poderia ter vivenciado alguma experiência sensorial, por exemplo escutar a vizinha a chamando e, ao se dirigir à sua casa, perceber que a mesma não se encontra mas que o fogão ficou aceso.

Em síntese, são diferentes formas nas quais o fenômeno psi poderia ter se manifestado. Estas formas podem ser de 4 tipos básicos:

  1. Realista: quando a informação obtida representa fielmente o que está acontecendo ou virá a acontecer.
  2. Não-realista: quando a informação obtida não representa fielmente o acontecimento, o fazendo de maneira simbólica ou indireta.
  3. Intuitiva: quando a reação provocada na pessoa não é no âmbito de informações (imagens, sons etc), mas de reações, impulsos, emoções.
  4. Alucinatória: quando o fluxo da informação ativa um ou mais dos sentidos básicos (audiçao, olfato, paladar, tato, visão) provocando sensações sem a presença do estímulo físico que deveria provocar aquela sensação.

Para não me delongar em explicações, que tal testarmos se você entendeu identificando as formas casos a seguir:

Para refletir

Nos eventos parapsicológicos, considero os termos “conteúdo” e “forma” até certo ponto intercambiáveis, de maneira que o que se convencionou, a partir de L. E. Rhine, chamar de “forma da experiência psi” bem poderia ser chamado de “conteúdo da experiência psi”. Portanto, forma, neste contexto, não é usada em contraposição à ideia de conteúdo, como se a experiência subjetiva representasse a forma e o fenômeno objetivo representasse o conteúdo. E você, o que pensa disso?


Última atualização: 8 jul 2016

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2 comentários

  • ANDERSON GOMES

    Boa definição.
    É importante sabermos separar estas formas de percepção.
    Isso varia muito do tipo de capacidade perceptiva de cada pessoa e isso envolve muitas coisas.
    Até o fato de você ser mais racional ou emocional pode explicar porque uma coisa se manifesta desta ou daquela forma.
    Digamos que cada um tem uma equipagem paranormal ou mediúnica diferente.
    Tenho 43 anos e sou médium desde criança. Pesquiso os efeitos da mediunidade e paranormalidade, sou minha própria cobaia e também observo as manifestações nas outras pessoas sempre buscando ajudar.

    • Flávio Amaral

      Exatamente, “sempre buscando ajudar”. O importante não é se percebo a maçã vermelha ou verde, mas se aquilo que percebo está auxiliando a minha vida e a dos demais. Se for para o melhor, que assim seja! Abraço.

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